terça-feira, 20 de maio de 2014

ANGICO-CAMBUÍ (Anadenanthera colubrina)


ANGICO-CAMBUÍ (Anadenanthera colubrina).
OUTROS NOMES - Angico; Angico-branco-liso; Angico-Cambuí; Angico-coco; Angico-escuro; Angico-liso; Angico-vermelho; Aperta-ruão; Cambuí-angico, Cauvi, Curupaí, Jurema-preta, Monjoleiro.

DESCRIÇÃO
              O Angico-Cambuí cresce normalmente a uma altura de cerca de 10 a 20 metros, mas ocasionalmente, pode ver-se até 30 metros de altura. Ele pode ser encontrado crescendo a uma altitude de 100 a 1200 metros em áreas com 1200 a 2000 mm/ano de precipitação anual.
A árvore é fornecedora de boa madeira para a construção civil e para lenha e carvão além de sua casca é também empregada na medicina popular em muitas regiões do Brasil.
              A sua folhagem é miúda, em palminhas, de ramagem bem disposta, com muitas flores brancas, pequenas.
              Dá pequenas vagens chatas, pardas, de sementes pequeninas.
              Floresce em maio.
Os frutos são legumes (vagens) achatados, rígidos, glabros, brilhantes, deiscentes, de cor marrom, de 10 a 20 centímetros de comprimento, contendo de 5 a 10 sementes lisas e escuras. 
Multiplica-se apenas por sementes. 
              Perde as folhas entre o outono e o inverno, ficando seus ramos em completa nudez.
              A casca da árvore tem uma espessura de cerca de 4 a 10 mm.
              A superfície exterior é quase lisa, é cinza, salpicado de preto e lembra a pele de uma cobra, após o que foi uma vez dada a designação científica.

USO MEDICINAL
              É Peitoral, Emoliente, Adstringente, Depurativo, Hemostática.

              Muito usado para as vias respiratórias, como também:
Afecções pulmonares, AlucinógenasAsmas, Bronquites, Debilidade, Diarreia, Disenterias, Escrófulas, Faringites, GonorreiaHemorragias, HipnóticaInapetência, LeucorreiaTosses.
              Ajuda a expectoração do catarro.

QUÍMICOS
              Análises fitoquímicas de sua casca isolaram o alcaloide indólico óxido de NN-dimetitriptaminaesteroides (palmitado de B-sitosterol, B-sitosterol, glicosídio), flavonoides, triterpenóides (luperona, lupeol). componentes fenólicos (dalbergina, 3, 4, 5-dimethoxidalbegiona, khulmannina).

              Nas sementes foram encontradas, 2,1% bufotenina. Algumas tribos do México e do Sul da América (Yanonamis) utilizam a semente da Anadenathera culubina para criar um alucinógeno chamado Yopo, que pode ser inalado e assim utilizado em rituais religiosos.

PARTE USADA
Casca e rezina (Goma).

DOSE
50 gramas de casca ou 25 gramas de resina para 1 litro de água.

PREPARO
Cozinha-se e côa e acrescenta-se um pouco de mel.

DOSE
Toma-se, desse xarope, umas seis colheres das de sopa por dia.

OBSERVAÇÕES
O Angico-vermelho tem as mesmas virtudes medicinais que o branco, podendo ser usado para os mesmos fins e na mesma dose.

IDENTIFICAÇÃO

Árvore
Florescência
Galho, folhas e flores
Vagem
Tronco
Vagens verdes
Caule, casca
Muda, jovem
Sementes, bagas
Madeira beneficiada, textura
Bonsai da planta

Um comentário:

  1. Apresenta-se a vagem de uma, a vermelha, que da mais na caatinga e a descrição da outra, embora tenha uma foto da vagem, com as folhagens, que é da branca, fiquei então ainda em dúvida. Tenho em frente a minha casa uma arvore que corresponde a fotos e descrição de uma das espécies, a que da mais em mata e a casca é lisa, diferente da que da na caatinga, que conheço bem e a casca é bem rugosa e tem muito tanino na casca que é utilizada em curtumes e também para uso medicinel....é possível me enviarem descrição bem distinta, com características de uma e de outra? Estamos investindo em recuperação de caatinga e em uma Estação Agroecológica, estamos nos munindo de informações e listando fontes de mudas e sementes....grato

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